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quinta-feira, 20 de setembro de 2007

mensagem ao planeta B612



"Eu perdi minha inocência" tenho escutado e tenho repetido por aí. Mas não declaro isso de peito estufado e cabeça erguida... Não é motivo de orgulho para mim. Ver coisas que outras pessoas não vêem? Perceber tons e semi-tons? Poder ser cruel com aqueles que ainda não tiveram 'a revelação'? Não sei até onde isso é divertido... Ontem recebi a seguinte setença: "você é uma romântica!", pronunciada como quem completa: "sempre foi e sempre será". Será?
Quando eu repito o mantra da perda da inocência, estou certa do que aconteceu. Mas chego também a conclusão de que ignorância é felicidade. Resolvi então dar um tempo em Maquiavel e seu príncipe e reler Saint-Exupéry e o outro príncipe. Minha alma anda sentindo falta das flores que perfumavam o caminho, embebedavam e deixavam a vista turva. Mas calma! não vou renegar o que eu já aprendi. Só queria...

Pra relembrar: "As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Você porém, terá estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhar o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E você terá estrelas que sabem sorrir! Assim, você se sentirá contente por ter me conhecido. Será sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terá vontade de rir comigo. Abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. E você dirá: Sim, as estrelas... elas sempre me fazem rir!"

O Pequeno