terça-feira, 27 de janeiro de 2009

aquele seu chaveiro escrito love


Give me love

Give me love

Give me peace on earth

Give me light

Give me life

Keep me free from birth

Give me hope

Help me cope, with this heavy load

Trying to, touch and reach you with... heart and soul

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

valley of lost memories


Linhas, curvas, ruas e avenidas: mapas.
Eu vou com a ponta do mouse ligando esquinas, fechando quarteirões e pensando em quem pode estar passando por ali agora. O meu traço riscaria as calçadas e fariam pessoas, num passe de malabarismo, pular. Depois é chegada a hora de escrever seus nomes. Aurora, Boa Vista, Sol, Cabugá... Apenas letras que se juntaram para dar algum sentido ao movimento. Mão e contramão. Reconheço meus pés e as rodas do meu carro em cada canto... ainda ouço as músicas cantaroladas ou saídas de algum alto falante ao meu lado. Relembro, rememoro, reencontro, revejo as histórias gravadas em cada pedaço de calçada e expostas na cidade que me pertence.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

nossa canção de liberdade

http://www.youtube.com/watch?v=GnApthgw4Mo

Sentada em frente a tela iluminada leio e releio as mensagens de final de ano...
Final de que? do ano, definitivamente! Apenas 1 ano. 365 dias ou o término das 8760 horas que me foram dadas. Em quantas destas eu fui verdade? Quantas de sorrisos e músicas? Poucas de lágrimas, eu sei.
No fim (do ano, das horas, das palavras...) todos saem em busca de redenção. E eu, sempre tão previsível, não sou diferente.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

um pouco disso e daquilo


Estou só e Cazuza vem soprar no meu ouvido coisas da vida. Começa alardeando frases endiabradas sem mel, dizendo que devo girar de mesa em mesa e não devo admitir que todos nós temos um ponto fraco.
Depois me vem com coisas de amor, querendo amenizar. No embalo da rede, minha-flor-meu bebê... Me lembrando o tempo todo que sonhar, só, não tá com nada. É uma festa na prisão. Tenha razão!!! Seja boa, seja ótima, seja má apenas perto dos amigos. O grande poeta gastando seu latim e eu, cheia de soberba, achando que somos iguais na alma e no corpo.

- Foi brincadeira, a pior brincadeira que já fiz
- Eu fiz o que pude. Já foi!
- Concordo contigo
- Só não me olhe com esses olhos de loucura

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

reviravolta, lamparinas e pequenas coisas



É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.

O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz,
o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.

O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos severos conosco,
pois o resto não nos pertence.

(CM)

domingo, 16 de novembro de 2008

terça-feira, 4 de novembro de 2008

me queimem na fogueira


Logo de frente eu vou deixar bem claro que não sou uma “do contra”, na verdade tenho abuso de gente que só gosta do que ninguém gosta. Do tipo da banda filandesa que mistura cultura pop indiana com punk inglês... aff! A explicação se faz necessária pra justificar meu desabafo.
EU NÃO GOSTO DE CHICO BUARQUE!
Será que vou pro inferno? Eu tenho certeza que já estou no inferno dos comunicadores (visuais, musicais, jornalísticos ou literários) amantes do “ex-ilado”. Não consigo abrir um porta- cd’s sem que Chico esteja lá olhando pra minha cara incrédula. Acontece também quando vou navegar pelo cyberespaço dos blogs alheios, para sentir o mundo, e vejos litros de linhas de músicas do cara. Não! Não suspiro com seus os olhos azuis... na verdade não tô nem aí pra olhos azuis. As músicas (algumas) são boazinhas, mas nada que justifique 150 dinheiros para ficar numa cadeira de um teatro. Aquele lance de conhecedor da alma feminina é coisa de mulher romântica frustrada que queria uma poesia no café da manhã e uma música com seu nome todo dia antes de dormir. “Só o chico me entende” bradam as mulheres doidas pra dar uns pegas no sessentão. Por “ninguém” entenda-se “esse homi uó que eu arranjei pra chamar de meu”. Sinceramente, darling, de Hollanda já teve sua belle époque e dias melhores não virão.