domingo, 26 de agosto de 2007

não ficção


Sexta-feira: Ah! Sexta... Ela brilha desde as primeiras horas. Mesmo enquanto a gente ainda tá dormindo os sonhos já são mais vivos, mais doces. E quando se desperta sentimos o cheiro amarelo do dia. É daqueles tipos de coisa que até quando é ruim é bom. Ficamos com a impressão de que algo está sempre pronto pra acontecer, com aquela sensação elétrica fazendo a máquina andar.

Sábado: Sábado é a hora do almoço, sábado é um hiato, sábado é quando se espera. É um dia de expectativas. É quando a mente da gente, já encharcada de sexta-feira, descansa para agir novamente. A diversão soa meio que obrigatória. É boa, mas não surpreende. Há obrigações, visitas, solenidades. Tudo isso com ares de festa (daquelas que não se pode recusar). Eu queria recusar um sábado!

Domingo: Um dia honesto. Daqueles em que a verdade aparece. Sempre à tarde, quando o sol já não tem aquela luz branca, vai ficando meio dourado... Há quem fale do ar pesado do domingo. Não sinto! Bom dia pra andar nas ruas meio vazias, pra lembrar de outros tantos domingos, de outras tantas pessoas que passaram junto com os outros domingos. A infância se manifesta: as roupas de domingo, as missas de domingo, as corridas de domingo, tios e primos... O mesmo sol e tanta coisa não é.

Um comentário:

Anônimo disse...

O que muda não são os dias, apenas as pessoas.É provocante perceber que os dias permanecem com o messsmo nome, e que alguns teimam em vivê-los com a mesma rotina, mas alguns, ainda que sonolentos ou desprovidos de uma programação hereditária, se divertem nas casas rotineiras, nas vidinhas enfadonhas, ou ainda nas promessas de um dia diferente, sem mexer em nada. Acho que não mexem pq sabem que perderão um bom dia de diversão silenciosa!!!!